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A Liturgia da Semana Santa

Semana SantaCaros irmãos e irmãs, estamos na proximidade de vivermos a experiência de mais uma Semana Santa em nossa comunidade, e nela celebraremos mais uma vez, na noite do Sábado Santo, a Solene Vigília Pascal, na qual manifestaremos a nossa esperança na Ressurreição do Senhor: “Ele não está aqui, Ressuscitou, como havia dito! Venham ver o lugar onde ele estava.” (Mt 28,6)

A Semana Santa é o coração do Ano Litúrgico. Podemos ainda dizer que nela encontramos a perfeita síntese da vida humana, pois permite-nos mergulhar em maior profundidade nos acontecimentos da fé e deles emergir para novos horizontes. A vida humana só encontra seu sentido verdadeiro se vivida em Deus!

Essa semana tão especial, tempo forte de graça na vida da Igreja, inicia-se com o Domingo de Ramos. A liturgia desse dia une, na mesma celebração, dois momentos contrastantes: o de aclamar o Rei da Glória erguendo ramos em saudação "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Mt 21,9) e o de condenar o Servo Sofredor, levantando os punhos enraivecidos: "Crucifica-o!" (Mt 27,23). As duas vozes são da mesma multidão; o aclamado e o rejeitado são a mesma pessoa. De volta para nossas casas levamos conosco ramos bentos numa atitude de solidariedade para com o gesto de aclamação dos filhos dos hebreus.

Nos três dias seguintes que precedem o Tríduo Pascal, a Palavra de Deus nos apresenta, especificamente nos evangelhos, os acontecimentos que antecedem a Paixão do Senhor. Contemplamos o duelo que se trava entre as forças do bem e as do mal dentro de nós e nas estruturas da nossa história. Somos chamados pela liturgia a aderir a Jesus e ao seu projeto de Salvação caminhando com ele, como seus discípulos rumo a sua Paixão, Morte e Ressurreição.

O Solene Tríduo Pascal começa na Quinta-feira Santa. A celebração desse dia nos proporciona reviver o imensurável amor de Deus pela pessoa humana. Seja por meio da inesquecível "lição" que seu Filho nos deixa no gesto do lava-pés, seja na "entrega" de sua vida na cruz perpetuada no Sacramento da Eucaristia e do Mandamento do Amor: "Jesus, tendo amado os seus que estavam neste mundo, amou-os até fim" (Jo 13,1). Nesse dia, recordamos também na liturgia a instituição do Sacerdócio Ministerial.

Na Sexta-feira Santa, precisamente às 15h quando, segundo os Evangelhos, Jesus suspenso na cruz "inclinando a cabeça entregou o espírito" (Mt 27,50), a Igreja reúne os fieis para a celebração da Paixão do Senhor e Adoração à Santa Cruz. Dia de silêncio, de jejum e abstinência. Não há toalhas, luzes, flores. Não se celebra nenhum sacramento neste dia na Igreja. Somos convidados pela Palavra de Deus, pela Oração Universal, pela Adoração à Santa Cruz e pela comunhão com as Hóstias Consagradas na missa da Ceia do Senhor a meditar sobre a entrega da vida de Jesus, porém já tendo os olhos fixos na sua ressurreição gloriosa.

No Sábado Santo, à noite que se estende pela madrugada, acontece o mais esperado durante toda a Quaresma. A mais esplêndida e significativa celebração da liturgia da Igreja, a “mãe de todas as Vigílias”: a Vigília Pascal, a Festa da Luz, do fogo novo: o Cristo Ressuscitado, simbolizado no Círio Pascal. Diante dessa luz, canta-se a exultação do céu, da terra e da Mãe Igreja pela vitória da vida sobre a morte.

Recorda-se a história da salvação e proclama-se a boa-nova da ressurreição: "Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?" (Lc 24, 6). Diante da luz do fogo novo renovam-se as promessas do batismo pelo qual se morre e se é sepultado com Cristo e se ressuscita com Ele.

A luz de Cristo, que passou da morte para a vida, há de iluminar os novos caminhos do mundo afastando todas as sombras que tornam triste a vida humana. Somente através dessa luz, Cristo Ressuscitado, conseguiremos enxergar o que está por de trás das derrotas, dos sofrimentos e da morte.

Por isso, queridos irmãs e irmãs, a Semana Santa, momento em que os mistérios centrais da nossa fé são celebrados, devemos nos empenhar em vivê-los com alegria, com esperança e na nossa comunidade!

Não é um feriado qualquer, ou mais uma oportunidade de descanso que teremos no ano civil, mas o ápice da celebração da nossa fé que é experenciada de maneira particular na nossa comunidade. No evangelho de Lucas, o Ressuscitado aparece para os discípulos que estavam reunidos (em comunidade) e comunica para eles a sua paz e o dom do Espírito (Lc 24, 36-43). É na nossa comunidade, unidos em comunhão com nossos irmãos, o lugar privilegiado de encontro com o Ressuscitado.

Nada melhor do que podemos desejar ao irmão na fé, e dele receber, a não ser os votos de feliz Páscoa no tríplice sentido: de crer na ressurreição de Cristo, de ressuscitar com Ele e de testemunhar, revestido de vida nova, o Ressuscitado.

Desde já, são estes os meus votos a todos vocês! Uma Feliz e Santa Páscoa! Que Deus os abençoe.

Pe. José Antonio Perry

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